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Viagens

Curitiba: Dia 02

21 de julho de 2017

 Pelos museus, cafés e bares da cidade.

meu penteado de chun li

Meu segundo dia em Curitiba começou mais quente. Seria o dia reservado a conhecer o MON (Museu Oscar Niemeyer), parques e alguns cafés que me indicaram pelo Instagram quando pedi dicas por ter pagado R$ 70 em uma corrida de táxi. Vi muita coisa legal em algumas horas no Museu em forma de olho, que traz uma sala dedicada ao arquiteto e ainda 9 salas expositivas. É um lugar bem rico pra fazer foto. Ainda passei um tempinho no MAC-PR (Museu de Arte Contemporânea do Paraná), que me deixou bem menos empolgada, mas que ainda assim valia a pena pelo prédio e por algumas obras do acervo.

Tenho tentado limitar minhas locomoções a caminhada e transporte público dentro do possível. Em geral o clima das ruas da cidade é mais agradável do que São Paulo, com bem menos carros e menos gente vivendo na rua. É legal porque dá pra sentir melhor o clima da cidade e encontrar surpresas que não aparecem no GMaps.

Alguns lugares legais de hoje:

Viagens

Curitiba: Dia 01

20 de julho de 2017

O dia pra lembrar como viajar sozinha pode ser uma experiência mais intensa do que viajar acompanhando.

chão de nuvens do vôo de hoje

Cheguei em Curitiba hoje por volta das 9 da manhã. Já fazia bastante frio em São Paulo quando acordei às 6 pra ir ao aeroporto, mas a expectativa era encontrar temperaturas tão cruéis quanto 1ºC chegando na cidade. Eu queria trazer muito pouca mala mesmo, depois do trauma que foi voltar com duas malas gigantes (e cheias de livros) de Berlim. Pensei em ficar só com a câmera e uma lente, e uma mala de mão com todas as roupas, sapatos e coisas pro banho.

A previsão do tempo foi uma das coisas que me deixaram insegura de não levar duas malas separadas, porque todo casaco é pouco nessa friaca de julho. A outra coisa foi: fechei um job, e dias depois me apareceu esse vídeo da Julia Trotti demonstrando como ela empacota o equipamento fotográfico pra viajar. É muita coisa mesmo, muito mais que o meu, e levando numa mala pequena de rodinhas o peso quase que se dissipa. Pensei: por que tô me boicotando tanto?

Comprei a franquia de bagagem e sim: as dicas dela são ótimas.

vista

Os objetivos hoje eram simples: dar entrada no Airbnb, comprar comida e algumas coisas que não vieram na mala e uma consulta na nutricionista, motivo inicial da viagem. Fiquei um pouco receosa de chamar Uber sem saber como estava a situação do app na cidade e cometi aquele erro que não sabia ser erro: peguei um táxi do aeroporto pro centro da cidade e paguei R$ 70, ainda porque o motorista ficou com pena e me deu um pouco de desconto pela viagem.

Por outro lado: escutei uma das histórias mais surpreendentes da minha vida, que era a história de vida dele, e fiquei surpresa de já chegar conversando com uma pessoa tão carinhosa e disposta a conectar logo que cheguei na cidade. Apesar do frio na barriga, o olho escorregando a todo tempo pro taxímetro que não parava de subir, veio aquele calorzinho no peito e uma vontade disfarçada de explodir de amor enquanto ele me explicava por que tinha 7 filhos e como foi que encontrou o amor da vida dele. Viúvo, 33 anos e 3 filhos, contratou uma mulher pra cuidar das crianças enquanto trabalhava, sendo que ela mesmo tinha um filho recém-nascido que não tinha como cuidar. E, dois anos depois, com os filhos dele chamando ela de mãe e o filho dela chamando ele de pai, resolveram tentar namorar. Daí, mais três décadas e mais três crianças. É muito amor.

Depois da consulta, outro encontro inesperado: me perdi procurando um café e fui parar num Instituto Goethe. Pensando no de São Paulo, que tinha um café num espaço bonito, entrei e pedi a primeira qualquer coisa que veio à cabeça pra uma mulher mais velha, com traços claramente germânicos e um pouco de sotaque no L. Sentei no balcão pra tomar o chá e ali fiquei mais de uma hora, porque a gente começou a conversar e se empolgou. Ela me falou do fundo da escola, onde fiz as fotos, e se despediu de um jeito caloroso apertando minha mão e desejando coisas boas.

O que eu curto nesse processo de viajar sozinha é ter esse tempo inevitavelmente dedicado às pessoas e coisas que aparecem de surpresa no caminho. Talvez soe um pouco besta colocar isso em questão, mas é que eu sempre tive muita dificuldade de fazer qualquer coisa sem estar acompanhada. Por carência, por ser mulher, por ser de uma cidade muito pequena e ter receio das coisas, mas enfim: por motivos que não são necessariamente o que eu quero ser. Descobrir então uma capacidade de estar no meu ritmo em tempo integral é gratificante, é um processo de empoderamento que exige controlar ansiedade e às vezes lidar com sintomas de somatização que nem dá pra descrever.

Essa pessoa que vos escreve de baixo de 5 cobertas pretende voltar todos os dias da viagem e trazer um pouco do que rolou. Hoje me dei férias da câmera e fiquei só no celular, mas pras próximas espero ter mais material.  Um beijo procês.

Viagens

Conhecendo Alicante, na Espanha

17 de julho de 2017

Esse post faz parte de uma viagem que fiz em abril desse ano pra Europa, de Lisboa a Berlim, passando também pela Espanha e França.

Alicante foi a terceira cidade que conheci da Europa, e nessa altura já estava com a Duda, que foi minha companheira/sócia/companhia de cama na viagem. Alugamos um carro de um lugar meio duvidoso em Calpe e, apesar de termos ouvido que não tinha muita coisa pra se conhecer em Alicante, fomos em busca de um lago que ficava rosa em alguns períodos do ano.

Foram mais ou menos três horas de carro entre Calpe e Alicante, e chegamos já de cara pra um dos inúmeros restaurantes maravilhosos da cidade. A comida lá era muito boa em todo canto que a gente ia, do boteco ao mais bem avaliado do Foursquare. Comemos peixe, cogumelo, presunto cru, queijo de cabra e até carne de coelho. E que carne de coelho…

Essa foi a cidade que mais mexeu com as minhas entranhas porque, bizarramente, a gente lidou com coincidências intensas e pessoas muito abertas. Fomos parar num Airbnb que parecia a maior roubada (5 quartos com desconhecidos pelo preço mais barato do site), onde trombamos um casal gay de italianos que tinha acabado de se mudar do Brasil, uma dupla de concunhadas espanhola e venezuelana que falavam português, um finlandês que apareceu com a camisa da seleção brasileira pra fazer um agrado e um intercambista francês cujo quarto inundei depois do primeiro banho. Foram duas noites na cidade e, na despedida, ainda recebemos um jantar massa do finlandês, que se chamava Juho.

Ainda teve essa: chegando na cidade, alugamos o Airbnb e fomos procurar um lugar pra parar o carro alugado. Entrei numa avenida errada e dei de cara com essa locação de um fotógrafo chamado Mirete, já publicada aqui no blog. Não fazia ideia de que a foto tinha sido feita nessa cidade. Surtos.

Outra: a gente entrou num lugar chamado Centro de Saúde Alternativa e passou horas fazendo numerologia, reiki e acupuntura com a dona do espaço. Muita coisa importante foi ouvida nesse dia.

E outra: quando fomos devolver o carro, cheias de malas no aeroporto, conhecemos o Manuel, que trabalhava em uma das locadoras. Os preços estavam muito altos e ele meio que vetou a gente de alugar e, em troca, ofereceu uma carona de volta pra cidade. Ficamos meio receosas a princípio, mas fomos e o cara era bem massa. Depois de alguma insistência da minha parte, consegui fazer um retrato.

Enfim, Alicante passa meio esquecida nos roteiros de brasileiros que vão pra Espanha, mas indico de coração. É uma cidade medieval, de praia, das melhores comidas, coincidências e das pessoas calorosas.

Dicas

Minhas Últimas Locações em SP

9 de julho de 2017

Um dos posts mais populares desse blog é o 5 lugares pra fotografar em SP. Não é pra menos: encontrar uma locação legal e que te deixe mais ou menos seguro não é tarefa fácil na cidade. É por isso que resolvi fazer um 2º round desse post, trazendo as últimas locações que usei por aqui.

1. UNIBES Cultural

A UNIBES cultural fica ao lado da estação Sumaré e conta com ambientes abertos e fechados pra você fotografar. A estética é brutalista, com bastante concreto, quinas e linhas que ajudam na composição. A estrutura de vidro da fachada forma ondas, o que é perfeito tanto pra uns retratos diferentes, quanto pra fotografia de arquitetura, e vale a pena visitar o café, onde fica uma janela circular gigantesca. Além de o lugar ser lindo, não têm nenhum caô pra fotografar ali.

onde? rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré – São Paulo

2. Pinacoteca

Além de ser um must go da cidade por conta do acervo interessantíssimo, a Pinacoteca fica num prédio lindo e todo iluminado, cheio de cantos bonitos pra fotos interessantes. Passei uma tarde gostosa lá com a Karine Britto e a Andressa Rangel, e o passeio me rendeu muito mais do que eu imaginava. Uma coisa legal: o perfil do Instagram do museu sempre reposta fotos de usuários que adicionam a localização na foto, o que pode ser uma boa forma de divulgação. Na contramão disso, fomos abordadas e questionadas sobre a finalidade das fotos. Quando dissemos que era apenas para redes sociais, nos deixaram continuar fotografando.

onde? Praça da Luz. 2, São Paulo – em frente à estação da Luz

3. Bar Buraco

O Buraco abriu recentemente e já é um dos bares mais hypes de SP. Os neons cor-de-rosa e azuis no teto ajudam a criar um ambiente único pra quem procura esse tipo de cor, e a estrutura de metal no teto vira um padrão interessante no fundo. O bar não é necessariamente uma locação e pode ficar bem cheio aos finais de semana, mas a parte boa é que os donos são bem acessíveis e estão sempre por lá pra trocar uma ideia.

onde? R. Dr. Cesário Mota Júnior, 281 – Vila Buarque, São Paulo

Dicas

mai/17 • referências

19 de maio de 2017

Um post de referências pra gente lembrar que SEMPRE dá pra ser melhor com cores.

1. Jimmy Marble (@jimmymarble

Jimmy Marble se define como um diretor, fotógrafo, designer e pintor de murais (nessa ordem) que vive em Los Angeles. O trabalho dele com cor e composição é coisa de outro mundo, e esse céu sempre tão perfeitamente azul clicado no meio do dia me faz pensar que ele faz algum tipo de colorização em cima das imagens pra conseguir um resultado tão perfeito.

Lembrando que nada mais justo do que ter total controle do processo. E fica aqui uma nota mental pra ser menos preguiçosa na hora de tratar minhas imagens.

2. Francesca Allen (@fr3nchiejane)

A Francesca foi meu melhor achado da revista Oh Comely e da Vice iD. Ela pega os tons e as texturas analógicas e leva prum outro nível, sempre como estouradinho de branco e cores lavadas. E as poses: meio desconcertadas e infantilizadas. Não sei o que tem na forma de dirigir dessa mulher, mas dá muito certo. Me faz pensar num jeito feminino de fazer fotografia que não pede licença pra ser, só é. Gosto muito.

3. Can Dagarslani (@candagarslani)

Acompanho o Can desde 2014, quando encontrei essa foto da direita-inferior, que considero uma das fotos mais bonitas que já vi na vida. Pela pose, pela expressão, pela composição, pelas tatuagens combinando com o sofá… Tudo. Ele é um arquiteto e fotógrafo de Istambul que passou umas temporadas pela Europa, de onde saíram a maior parte das fotos que ele expõe no site. O que eu acho massa dele, além desse trabalho lindo, é como ele sempre tá evoluindo o estilo, mas sem perder nem um tiquito da identidade e da qualidade.

Além disso, ele e a Sophie Bogdan (que é modelo e tá na foto da esquerda, vestindo amarelo), que são um casal, são muito bonitões. Acho que vale acompanhar isso também, hahahaha.