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Dicas

Minhas Últimas Locações em SP

9 de julho de 2017

Um dos posts mais populares desse blog é o 5 lugares pra fotografar em SP. Não é pra menos: encontrar uma locação legal e que te deixe mais ou menos seguro não é tarefa fácil na cidade. É por isso que resolvi fazer um 2º round desse post, trazendo as últimas locações que usei por aqui.

1. UNIBES Cultural

A UNIBES cultural fica ao lado da estação Sumaré e conta com ambientes abertos e fechados pra você fotografar. A estética é brutalista, com bastante concreto, quinas e linhas que ajudam na composição. A estrutura de vidro da fachada forma ondas, o que é perfeito tanto pra uns retratos diferentes, quanto pra fotografia de arquitetura, e vale a pena visitar o café, onde fica uma janela circular gigantesca. Além de o lugar ser lindo, não têm nenhum caô pra fotografar ali.

onde? rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré – São Paulo

2. Pinacoteca

Além de ser um must go da cidade por conta do acervo interessantíssimo, a Pinacoteca fica num prédio lindo e todo iluminado, cheio de cantos bonitos pra fotos interessantes. Passei uma tarde gostosa lá com a Karine Britto e a Andressa Rangel, e o passeio me rendeu muito mais do que eu imaginava. Uma coisa legal: o perfil do Instagram do museu sempre reposta fotos de usuários que adicionam a localização na foto, o que pode ser uma boa forma de divulgação. Na contramão disso, fomos abordadas e questionadas sobre a finalidade das fotos. Quando dissemos que era apenas para redes sociais, nos deixaram continuar fotografando.

onde? Praça da Luz. 2, São Paulo – em frente à estação da Luz

3. Bar Buraco

O Buraco abriu recentemente e já é um dos bares mais hypes de SP. Os neons cor-de-rosa e azuis no teto ajudam a criar um ambiente único pra quem procura esse tipo de cor, e a estrutura de metal no teto vira um padrão interessante no fundo. O bar não é necessariamente uma locação e pode ficar bem cheio aos finais de semana, mas a parte boa é que os donos são bem acessíveis e estão sempre por lá pra trocar uma ideia.

onde? R. Dr. Cesário Mota Júnior, 281 – Vila Buarque, São Paulo

Dicas

mai/17 • referências

19 de maio de 2017

Um post de referências pra gente lembrar que SEMPRE dá pra ser melhor com cores.

1. Jimmy Marble (@jimmymarble

Jimmy Marble se define como um diretor, fotógrafo, designer e pintor de murais (nessa ordem) que vive em Los Angeles. O trabalho dele com cor e composição é coisa de outro mundo, e esse céu sempre tão perfeitamente azul clicado no meio do dia me faz pensar que ele faz algum tipo de colorização em cima das imagens pra conseguir um resultado tão perfeito.

Lembrando que nada mais justo do que ter total controle do processo. E fica aqui uma nota mental pra ser menos preguiçosa na hora de tratar minhas imagens.

2. Francesca Allen (@fr3nchiejane)

A Francesca foi meu melhor achado da revista Oh Comely e da Vice iD. Ela pega os tons e as texturas analógicas e leva prum outro nível, sempre como estouradinho de branco e cores lavadas. E as poses: meio desconcertadas e infantilizadas. Não sei o que tem na forma de dirigir dessa mulher, mas dá muito certo. Me faz pensar num jeito feminino de fazer fotografia que não pede licença pra ser, só é. Gosto muito.

3. Can Dagarslani (@candagarslani)

Acompanho o Can desde 2014, quando encontrei essa foto da direita-inferior, que considero uma das fotos mais bonitas que já vi na vida. Pela pose, pela expressão, pela composição, pelas tatuagens combinando com o sofá… Tudo. Ele é um arquiteto e fotógrafo de Istambul que passou umas temporadas pela Europa, de onde saíram a maior parte das fotos que ele expõe no site. O que eu acho massa dele, além desse trabalho lindo, é como ele sempre tá evoluindo o estilo, mas sem perder nem um tiquito da identidade e da qualidade.

Além disso, ele e a Sophie Bogdan (que é modelo e tá na foto da esquerda, vestindo amarelo), que são um casal, são muito bonitões. Acho que vale acompanhar isso também, hahahaha.

Viagens

Conhecendo a Muralla Roja

17 de maio de 2017

Esse post é de uma importância sem tamanho pra mim. Primeiro, porque são fotos que eu queria fazer há um tempo, um ou dois anos, desde que conheci esse prédio maravilhoso pelo Instagram. Segundo, porque foi uma experiência rica e diferente de tudo o que eu imaginava – foi a primeira vez que viajei sozinha pra outro país e não conseguia nem visualizar o que seria disso.

Pra começar, o prédio e a cidade. A Muralla Roja é um edifício residencial projetado pelo arquiteto catalão Ricardo Bofill e inaugurado na década de 1970. Fica na cidade de Calpe, uma cidade balneário recheada de russos, ingleses e alemães que se aposentam e descem o continente procurando  um pouco de calor.

Dia-a-dia Ensaios

hiddenL o v e

7 de fevereiro de 2017

naira mattia // @thalitzz // galeria jaqueline martins // lydia okumura – dentro, o que existe fora

que fim levou esse amor que se esgueira das definições imprecisas que tiro dos recortes (de uma boca de um olho e de um pensamento) e monto em colagens e busco em poemas e deslizo em um dedo que involuntário já treme e incontrolável incrimina (do pulso ao ombro, um espasmo insuportável).

“a escritora anaïs nin, precisando de dinheiro, resolveu escrever pornografia e declarou que essa atividade se tornou para ela um caminho para a santidade, e não para a luxúria. ‘o sexo pede seu poder quando se torna explícito, mecanicista, quando se torna uma obsessão.”
– na página 58 escrito por helena bagnoli, bravo!, temporada zero

estamos todos caminhando para a santidade?

Ensaios

dispersão

2 de fevereiro de 2017

Tudo começou com desenho.
Lembro de ter me interessado por essa linguagem antes mesmo de aprender a escrever. Foram bons anos desenhando retratos e, aos poucos, as referências fotográficas que eu juntava pra desenhar me levaram a querer explorar também a linguagem da Fotografia.

Independente da linguagem em que se materializa, cada procura estética é também uma exploração emocional interna. E, se eu te fotografo aqui fora, você me marca por dentro.


Nas fotos, retratei a @dothebthing no ateliê do @anotherfragment, num colab com ele e com o @fabiosetti.